Em evento prandial recente para o qual foram invitados os habituais videirinhos, o novel presidente da associação nacional da distribuição organizada voltou, a fazer 'fé' na qualidade da transcrição do copy-paste, a repetir a estafada lenga-lenga temática: horários, mnsrm, a petição das 250 mil assinaturas, as taxas dos cartões, os combustíveis, o leite (recomenda-se leitura de post anterior), as marcas próprias... enfim, mais do mesmo de sempre ou nada de novo para os tempos que correm, o que não deixa de ser preocupante.
Sobre assuntos que realmente importam nestes tempos de verdadeira mudança de paradigma como a ética, a responsabilidade social, a confiança dos consumidores, a verdadeira proposta de valor e a vontade da associação em contribuir para a nova ordem social que está a emergir [uma vez mais se repete: a fazer (escassa) fé no que surge transcrito], nem uma ideia, uma palavra.
A associação, pelos vistos e pelo que assume, não faz parte da solução. Faz parte do problema. E é pena. Almoço requentado, portanto...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
APED e Intermarché: adesão à vista?
Uma imagem vale mais que mil palavras, diz o adágio e é bem certo. Três dias fora de portas, à beira do mediterrâneo, sob a égide de um evento internacional onde os nacionais-distribuidores trouxeram muito que reflectir e contar proporcionaram longas e amenas conversas entre o presidente da APED, Luis Vicente Dias e responsáveis do Intermarché. Estará na forja a adesão da cadeia de origem francesa ao grémio dos distribuidores organizados portugueses? Estão abertas as apostas...
Reduzir sortido: estratégia inteligente??
Está mais que provado estatisticamente e asseverado por profissionais da Distribuição com "D" maísculo: as estratégias de redução de sortido e foco no preço, preço, preço vão sair caro às cadeias que as estejam a seguir e a reforçar. Não só não garantem a fidelização do consumidor como, e muito pior, agravam a desconfiança (já grande) destes em relação ao retalho alimentar. E a confiança conta. E muito. Como se irá verificar.
'guerras' de leite...
Acção e reacção. Parada e resposta. Quem tem razão? Produtores e distribuidores atacam e contra-atacam. Saem comunicados.Tudo escarrapachado na 'imprensa' escrita e na virtual, nada mais fácil. É só fazer Copy and paste. A verdade é que os produtores continuam a receber misérias e que a distribuição aumentou o preço de venda do leite, nos últimos meses, na bagatela de 28%. Sim, vinte-e-oito-por-cento. Para defender o consumidor?
domingo, 5 de abril de 2009
pão insosso: medida decente
A falta de literacia da classe média baixa é, como disse Vasco Pulido Valente, mesmo dramática. A rapaziada, graças à liberdade informativa que hoje existe, desatou a castigar as teclas e a lançar para os feixes hertzianos o que julga ser crítica assertiva e consubstanciada, mas não passa, afinal, de conversa de taberna e das mais fracas, por assim dizer...
A redução dos níveis de cloreto de sódio do pão é uma medida que se aplaude por variadíssimas razões: o sal é uma das principais causas de hipertensão arterial e esta uma das principais causas de AVCs. A incidência de AVCs no nosso país é brutal e representa um custo pesadíssimo nos encargos de saúde; alguém que sofra um AVC, além de ser menos uma força de trabalho contribuinte (e os AVCs aparecem cada vez mais cedo - ver edição recente da revista Visão), pesa sobre a prestação social dos restantes. Ora, tendo em conta que o número de contribuintes para a Segurança Social diminui 'versus' os que dela dependem, o corte no sal do pão é mais do bem visto, é acertadíssimo.
Como a prestação de cuidados de saúde é, cada vez menos, uma garantia assegurada pelo Estado e que as seguradoras de saúde torcem cada vez mais o nariz, pois aplicam a máxima dos hipermercados, recebem muito dos segurados, esmagam valores a pagar aos hospitais privados, é fácil perceber, a lógica do governo ao cortar o sal no pão, ou seja, "estamo-nos nas tintas para a quantidade de sal que está no pão, não queremos é ter de suportar o custo das consequências".
Finalmente, para a malta que escreve sobre a privação de liberdades que julgam representar esta medida governamental, podem fazer duas coisas, uma mais fácil do que a outra: a mais fácil - dirigem-se a uma salina, compram sacas de 50kg de cloreto de sódio e salgam o pão a gosto; a mais difícil - além da primeira, podem ler, a ver se percebem, alguma coisita sobre eugenia. Por causa das liberdades...
A redução dos níveis de cloreto de sódio do pão é uma medida que se aplaude por variadíssimas razões: o sal é uma das principais causas de hipertensão arterial e esta uma das principais causas de AVCs. A incidência de AVCs no nosso país é brutal e representa um custo pesadíssimo nos encargos de saúde; alguém que sofra um AVC, além de ser menos uma força de trabalho contribuinte (e os AVCs aparecem cada vez mais cedo - ver edição recente da revista Visão), pesa sobre a prestação social dos restantes. Ora, tendo em conta que o número de contribuintes para a Segurança Social diminui 'versus' os que dela dependem, o corte no sal do pão é mais do bem visto, é acertadíssimo.
Como a prestação de cuidados de saúde é, cada vez menos, uma garantia assegurada pelo Estado e que as seguradoras de saúde torcem cada vez mais o nariz, pois aplicam a máxima dos hipermercados, recebem muito dos segurados, esmagam valores a pagar aos hospitais privados, é fácil perceber, a lógica do governo ao cortar o sal no pão, ou seja, "estamo-nos nas tintas para a quantidade de sal que está no pão, não queremos é ter de suportar o custo das consequências".
Finalmente, para a malta que escreve sobre a privação de liberdades que julgam representar esta medida governamental, podem fazer duas coisas, uma mais fácil do que a outra: a mais fácil - dirigem-se a uma salina, compram sacas de 50kg de cloreto de sódio e salgam o pão a gosto; a mais difícil - além da primeira, podem ler, a ver se percebem, alguma coisita sobre eugenia. Por causa das liberdades...
terça-feira, 24 de março de 2009
Roig, el demagogo
Os ventos de Espanha trazem notícias azíagas para os copy-pasters nacionais que, como se diz no campo, 'emprenharam pelas orelhas' com a demagógica jogada do senhor Roig, da Mercadona. Ufano, o comerciante arredou dos seus lineares as marcas da indústria. Resultado: as margens desceram de forma acentuada e há já quem conte os minutos, pois não tarda que o valenciano chame a indústria e, a troco de novos listing fees, volte com a palavra atrás. Mas com tranquilidade, pois como dizia, salvo erro, Disraeli, "a coerência é a arma dos que têm falta de imaginação"...
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